https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/issue/feedMundo e Desenvolvimento: Revista do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais2026-07-15T08:41:16-03:00Dr. Marcos Cordeiro Piresmarcoscordeiropires@yahoo.com.brOpen Journal Systems<p><strong><em>Mundo e Desenvolvimento: Revista do Instituto de Estudos Econômicos e Internacionais</em></strong> é uma publicação anual de fluxo contínuo que tem por finalidade a publicação de trabalhos das áreas de Ciência Política, Economia Política, História, Geopolítica e Relações internacionais, voltados para temas de pesquisa na linha de Desenvolvimento e Relações Internacionais.</p> <p> </p>https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/130Apresentação2026-06-27T10:03:34-03:00Francisco Luiz Corsiflcorsi@uol.com.brAgnaldo dos Santosagnaldo@marilia.unesp.brMarina Gusmão de Mendonçamarina@unifesp.brVanessa Follmann Jurgenfeldvanessa@marilia.unesp.br<p>O presente dossiê é composto por textos apresentados no XXV Fórum de Análise de Conjuntura: “A conjuntura mundial: crise da globalização e avanço do fascismo”, que ocorreu entre 20 e 23 de outubro de 2025. O Fórum de Análise de Conjuntura é uma iniciativa do Grupo de Pesquisa Estudos da Globalização da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) em conjunto com o Instituto de Estudos de Economia Internacional (IEEI) da UNESP e o Departamento de Relações Internacionais da Escola Paulista de Política, Economia e Negócios (EPPEN), da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Campus de Osasco. O Fórum é um evento interdisciplinar e interinstitucional, que nesta edição abordou a crise da globalização e o avanço do fascismo em escala mundial, dispensando especial atenção à conjuntura política e econômica do Brasil.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/131A China de Xi Jinping2026-06-27T10:04:46-03:00Luis Antonio Paulinolpaulino@marilia.unesp.br<p>Sob a liderança de Xi Jinping, a China enfrentou com sucesso o maior desafio ao seu desenvolvimento no século XXI. Por meio da "Dupla Circulação" e de uma rigorosa autocrítica sobre seus pontos de vulnerabilidade tecnológica, o país mobilizou recursos para alcançar a autossuficiência e reduzir a dependência do Ocidente. Para garantir segurança material, Pequim implementou a estratégia "Fortaleza China", estocando commodities e diversificando fornecedores agrícolas, como o Brasil, para neutralizar pressões americanas. No campo da inovação, a China tornou-se líder autônoma em tecnologias críticas, superando o investimento em P&D dos EUA em termos de paridade de poder de compra. Essa evolução permitiu ao país consolidar uma resiliência que lhe permite espelhar táticas tarifárias e minimizar impactos em sua economia doméstica. A tese central é que a China emergiu da primeira fase do confronto com uma resiliência consolidada, desafiando a premissa ocidental de que um sistema centralizado não conseguiria autocorrigir-se em meio a uma competição de alta intensidade.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/132The leader, the policies, and the BRI2026-07-15T08:41:16-03:00Paulo Bittencourtbittencourt@unesp.brRodrigo Passosrodrigopassos@unesp.br<p>O ponto de partida do texto é a distinção waltziana das três imagens para argumentar que os interesses da China se direcionam para aspectos do seu interesse imediato, do desenvolvimento de suas capacidades e questões fulcrais da segurança internacional. Neste sentido, aborda-se a imagem do indivíduo como a liderança de Xi Jinping, as políticas econômica e militar integradas com a Iniciativa Cinturão e Rota e seus desdobramentos como componentes ligados ao Estado. O aspecto sistêmico internacional contempla o nexo deste com a Iniciativa Cinturão e Rota. A análise da liderança de Xi Jinping aponta um perfil de anticorrupção e de proatividade na elaboração e decisão sobre a política externa. O grande desenvolvimento das políticas e capacidades econômicas e militares, entrelaçadas com a Iniciativa Cinturão e Rota, não escapa à perspectiva defensiva que guia a China desde 1964. Além disso, a perspectiva sistêmica situa a grande capacidade chinesa, agora bastante visível em todas as suas capacidades e na concretização da Iniciativa Cinturão e Rota.</p>2026-06-16T21:01:19-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/137América Latina2026-06-27T10:11:54-03:00Regiane Nitsch Bressanregiane@uol.com.br<p>Este artigo analisa as relações internacionais da América Latina no cenário internacional contemporâneo. O sistema global atravessa transformações profundas marcadas pela rivalidade entre Estados Unidos e China. A região enfrenta um processo de "regionalismo líquido", onde as instituições são instáveis e dependem das preferências dos governos nacionais. O texto destaca a entrada em vigor do acordo entre Mercosul e União Europeia em maio de 2026. Este tratado representa uma estratégia para diversificar as parcerias econômicas e atrair investimentos tecnológicos. Além disso, o estudo examina a importância estratégica dos minerais críticos, como o lítio e o cobre. A América Latina detém reservas essenciais para a transição energética e a transformação digital global. O controle desses recursos coloca o continente no centro da disputa geoeconômica mundial. O artigo conclui que o Brasil deve liderar a busca por autonomia estratégica regional. A cooperação pragmática entre os vizinhos é fundamental para enfrentar as pressões das grandes potências e garantir o desenvolvimento sustentável.</p>2026-06-27T10:11:54-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/133Crise do capitalismo no Brasil2026-06-27T10:13:12-03:00Yasmin Couto de Jesusyasmin.couto@unesp.br<p>Esse estudo busca entender, por meio de uma revisão sistemática de literatura, como, em termos gerais, a crise de acumulação do capital impacta o Brasil no século XXI. Será discutida, portanto, a relação entre o capital e sua intrínseca necessidade contínua de expansão, bem como as contradições desse processo que inevitavelmente levam à sua crise. Para isso, procuramos pistas sobre como o nacional (questões estruturais internas e conjunturais) e internacional (questões estruturais e conjunturais externas) refletem e interagem na formação do contexto sociopolítico e econômico atual brasileiro. Buscamos entender ainda qual o papel do Estado e da luta de classes nesse processo, como também as consequências diretas da crise estrutural para a sociedade e para a natureza e, por fim, discussões sobre a superação do capitalismo e perspectivas para o futuro.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/134O Cenário Político Nacional (2023 - 2025)2026-06-27T10:14:24-03:00Agnaldo dos Santosagnaldo.santos@unesp.br<p>Discutimos no texto as dificuldades e as possibilidades abertas para as forças políticas que compõem a base do terceiro mandato de Luís Inácio Lula da Silva, considerando seu desempenho após quase três anos. Procuramos resgatar alguns elementos antecedentes do atual governo, as relações entre os poderes da República e exemplos de como as agendas progressistas e conservadoras foram implementadas, na correlação de forças entre governo e oposição. Por fim, procuramos construir alguns cenários prospectivos para o último ano do governo e para o cenário eleitoral de 2026.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/135A política econômica no governo Lula (2023-2025)2026-06-27T10:15:57-03:00Francisco Luiz Corsiflcorsi@uol.com.br<p>O presente artigo analisa a partir de uma perspectiva crítica à política econômica adotada entre 2023-2025. O governo Lula busca adotar, da mesma forma que nos seus primeiros dois mandatos, uma política econômica calcada simultaneamente na manutenção da política de metas de inflação, acrescida do novo arcabouço fiscal, e na implantação de medidas voltadas para enfrentar os problemas socioeconômicos do país. Linhas contraditórias, que em um contexto interno e externo bastante adverso, impedem um enfrentamento dos problemas estruturais.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/138Subdesenvolvimento, mercado de trabalho e gestão macroeconômica2026-06-27T10:57:05-03:00Marcelo Soares de Carvalhomarcelo@unifesp.br<p>O presente texto procura apresentar o mercado de trabalho periférico como diretamente conectado ao processo de construção e transformação de estruturas produtivas, dentro da divisão internacional do trabalho. Desdobramentos recentes do capitalismo financeirizado sobre essas estruturas produtivas levam a fragilidades importantes quanto à capacidade de absorção de mão de obra nas economias periféricas latino-americanas, com destaque para o caso nacional que mais havia avançado no processo de industrialização, o brasileiro. Com respeito à economia brasileira, são apresentados elementos conjunturais e sua respectiva (e breve) análise – desde uma perspectiva estrutural –, com foco na sustentabilidade do atual arranjo de gestão macroeconômica.</p>2026-06-27T10:21:02-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/136Fome, pobreza e desigualdade2026-06-27T10:23:47-03:00Marina Gusmão de Mendonçamgmendonca@unifesp.br<p>Na América Latina, a fome tem siso um flagelo desde o período colonial. Embora riquíssima em recursos naturais, sua população é continuamente assolada por essa tragédia, que se intensificou a partir de 2020, com a pandemia de Covid-19 e o consequente aumento dos preços internacionais dos alimentos. As raízes desse problema devem ser buscadas em vários fatores, notadamente na pobreza de grande contingente da população, na desigualdade social e na concentração de renda, verificadas desde a colonização e que decorrem da forma de inserção dos países latino-americanos no sistema capitalista a partir da independência, da permanência de instituições voltadas para a defesa dos privilégios de classe, da falta de autonomia das classes dominantes em relação aos centros do capitalismo, da ausência de projetos nacionais e da implantação do neoliberalismo, que levou o continente a retomar seu antigo papel na divisão internacional do trabalho e enfraqueceu sobremaneira o Estado.</p>2026-06-16T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/139Problemáticas internacionales y mundiales desde el pensamiento latinoamericano2026-06-27T10:37:11-03:00Sebastián Estenssoro Sorianosebastian.estenssoro@usach.cl<p>O texto resenha Problemáticas internacionales y mundiales desde el pensamiento latinoamericano como um manual exaustivo da PIENSALIM, elaborado a partir de uma ampla revisão das produções de diversos e significativos ecossistemas intelectivos desde o final do século XIX até o início do século XXI, no âmbito da formação de Estados soberanos pós-coloniais. Destaca a obra como um mapa de teorias e abordagens, escolas e redes intelectuais, doutrinas, conceitos e figuras do pensamento da América Latina e do Caribe, e conclui valorizando sua contribuição para esclarecer o pensamento regional.</p>2026-06-27T00:00:00-03:00##submission.copyrightStatement##https://ieei.unesp.br/index.php/IEEI_MundoeDesenvolvimento/article/view/140Crescimento Econômico e Setorial no Brasil, 2014 - 20242026-07-02T21:32:59-03:00Luiz Eduardo Simões de Souzaluiz.souza@ufma.brPerla Daniele Costa Carreiroperladaniele004@gmail.com.br<p>Este estudo analisa a trajetória do PIB brasileiro entre 2014 e 2024, com ênfase no crescimento de 3,4%<br>registrado em 2024. Examina-se a evolução dos principais setores produtivos e os desafios estruturais que<br>limitam a sustentabilidade do crescimento econômico. O setor de serviços (3,7%) e a indústria (3,3%)<br>impulsionaram a expansão do PIB, enquanto a agropecuária apresentou retração de -3,2%, resultado de<br>adversidades climáticas e da volatilidade do mercado global de commodities. A demanda agregada seguiu como<br>principal motor do crescimento, com destaque para o consumo das famílias (+4,8%), impulsionado pela<br>recuperação do mercado de trabalho e políticas de transferência de renda. A Formação Bruta de Capital Fixo<br>(FBCF) cresceu 7,3%, atingindo 17,0% do PIB, mas segue abaixo dos níveis ideais para garantir um crescimento<br>sustentado. A persistente desindustrialização prematura restringe a capacidade produtiva nacional, reforçando a<br>reprimarização da economia, marcada pelo avanço das exportações de commodities agrícolas e minerais em<br>detrimento da produção industrial. As exportações (14,9% do PIB) e importações (13,2% do PIB) cresceram,<br>mas o saldo comercial positivo não resultou em maior agregação de valor à produção nacional. Conclui-se que,<br>apesar do crescimento do PIB em 2024, persistem desafios estruturais que exigem políticas industriais e<br>tecnológicas voltadas à reindustrialização e ao fortalecimento da capacidade produtiva nacional.</p>2026-07-02T21:30:13-03:00##submission.copyrightStatement##