Agroecologia e os territórios do movimento

da transição e solidariedade agroecológica à emancipação feminina na Amazônia paraense

  • José Sobreiro Filho UFPA
  • Bruna Gonçalves Costa UFPA
  • Anderson Antônio Silva UFPA
Palavras-chave: agroecológica, questão agrária, movimentos socioterritoriais, resistência, confronto político

Resumo

Neste texto debatemos a agroecologia como exemplo de política contenciosa territorial construída a partir de duas experiências agroecológicas situadas no nordeste paraense e na Região Metropolitana de Belém (RMB). A partir destas experiências tentamos desvelar como a transição agroecológica, no contexto da política de escalas, extrapola a escala do lote e produz efeitos ecossistêmicos positivos ao conjunto da sociedade. As sete seções que compõe o texto são resultado de pesquisa empírica de campo e oferecem uma leitura dos conflitos regionais no campo partindo da análise da questão agrária na Amazônia. O debate sobre a política contenciosa territorial trata-se do ponto de vista da política de escalas de um exercício que permite pensar como a autonomia é processualmente construída no nível micro: a partir do espaço cotidiano do lote, envolvendo o trabalho, família produção e sociabilidade; no nível meso: desde o espaço da ação coletiva: movimentos, cooperativas, associação, redes e ações de grupos e no nível macro: com o espaço da ação política societária, das lutas gerais contra fragmentação, pelas novas gerações, pelo outro e pelo planeta.

Biografia do Autor

José Sobreiro Filho, UFPA

Professor da Universidade Federal do Pará – UFPA

Publicado
2020-09-26