Biodiversidade e desenvolvimento na Amazônia

uma perspectiva do paradigma tecnológico da quarta revolução industrial

  • Bernardo Salgado Rodrigues UFRJ-PEPI
Palavras-chave: Biodiversidade, Desenvolvimento, 4ª Revolução Industrial, Amazônia

Resumo

A retomada das discussões sobre a temática amazônica foi sintomática em 2019, com inúmeros casos e crises envolvendo a região no primeiro ano do governo Bolsonaro. O desmatamento e as queimadas vêm apresentando números altamente elevados em relação aos anos anteriores, consistindo no maior índice da última década e perpetuando um modelo irracional de desenvolvimento das potencialidades amazônicas. Neste sentido, este artigo propõe analisar a hipótese de uma via alternativa de desenvolvimento na Amazônia brasileira, que não se restringe a conservá-la, inviabilizando sua potencialidade, nem atuar de forma predatória, com acesso aos recursos naturais de forma irracional. Baseado num projeto autônomo de desenvolvimento brasileiro, este se pautaria pela exploração racional da biodiversidade baseada em Ciência, Tecnologia e Inovação, lastreada pela 4ª Revolução Industrial. Assim, o trabalho será dividido em três seções, mais as considerações finais: na primeira, serão delineadas as definições do desenvolvimento. Na sequência, um inventário será formalizado para avaliar as potencialidades da biodiversidade amazônica. Na última seção, conclui-se com uma perspectiva do paradigma tecnológico da Quarta Revolução Industrial e suas contribuições para o desenvolvimento na Amazônia.

Biografia do Autor

Bernardo Salgado Rodrigues, UFRJ-PEPI

Doutor em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ-PEPI (2020). Mestre em Economia Política Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ-PEPI (2015). Possui graduação em Ciências Econômicas pela Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, UERJ-FCE (2015). Possui graduação em Ciências Sociais pelo Instituto de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ-IFCS (2012).

Publicado
2020-09-27